segunda-feira, 26 de junho de 2017

O mesmo roteiro de ódio e do atraso!





Até quando esperar, até quando ficar parado, parafraseando um pouco a letra de uma das músicas de Gabriel Pensador, para tentar extrair um pouco do que acontece neste país!

Se pegarmos o script e o roteiro desta novela interminável, não tenhamos dúvidas, temos que relembrar 1964, com o golpe militar-civil de 31 de março daquele ano.

Os Estados Unidos com medo de uma nova Cuba na América Latina, com a chamada Guerra Fria em pleno auge, não deixariam um governo mais a esquerda governar este país. Mesmo que João Goulart não fosse um comunista, mas somente pelo fato de ter sido um dos herdeiros do trabalhismo e de sua ala mais radicalizada, o império do norte, aliou-se por aqui com os militares mais conservadores e reacionários, com a imprensa sempre vendida ao capital, mentiram do mesmo jeito que se mentiu nestes dois últimos anos, pronto, lá se foi um projeto nacional de mais autonomia política acabou com a democracia, rasgaram a constituição de 1946, instalou-se o ódio!

A partir de 1969 oficializou-se a barbárie, com os sumiços, torturas nos porões dos Doi-Code, OBAN e casa da morte em Petrópolis. Quem eram estes inimigos do estado e da nação, que tiveram suas cabeças colocadas a prêmio pela ditadura e todo um conjunto de indivíduos ligados ao establishment dos militares? Claro que os comunistas, patriotas, religiosos, nacionalistas e democratas foram alvo da sanha perseguidora e odiosa desta direita mais conservadora e submissa aos ditames do “amo do Norte”! Entre esta escória reacionária estava à imprensa, como as Organizações Globo, Folha de São Paulo, Editora Abril e empresários ligados a FIESP.

Se pegarmos o roteiro daquele golpe, com a diferença hoje em que os militares não estiveram na cabeça do processo (mesmo assim ainda vemos dois ou três malucos fanatizados em frente aos quarteis clamando por uma intervenção militar), o golpe agora foi jurídico, midiático e como sempre a classe média ela pendeu para as posições conservadoras.

A bem da verdade o que motivou 1964 está no cerne da questão em 2016, o problema de fato é que parte das elites entreguistas das nossas riquezas nunca aceitou um papel de maior relevância no embate contra as economias poderosas do mundo, especificamente a dos Estados Unidos.

O que elas gostam de ser na verdade, são sócias minoritárias deste processo, paga o preço da submissão política e econômica, eles nunca mudaram seu caráter de lambe botas do imperialismo. Foi assim na época de Getúlio Vargas, reconhecido estadista, mesmo não tendo uma única vez pisado em solo norte-americano.

A história está ai para mostrar, quem foi que lutou de forma decisiva para construção de uma estatal do Petróleo e de outras riquezas minerais deste país. Desgraçadamente os que eram contra, até hoje sobrevivem incólumes aos processos de luta do povo brasileiro, não são desmascarados como deveriam ser!

Por que voltam a atuar, às vezes com muita força, outras vezes nem tanto, mas sempre impõe suas vontades porque dominam um judiciário corrupto, uma mídia familiar, antidemocrática, que lesa o povo todos os dias com uma programação que ao invés de melhorar culturalmente, pelo contrário, coloca a grande maioria da população idiotizada e alienada.

1964 e 2016 guardam estas similaridades, a de que quando o povo pode ter a esperança de dias melhores, se inventam um monte de coisas, desde a questão moral, passando pelas concepções ideológicas.

Quantos foram às ruas dizer para quem fazia parte dos governos Lula/Dilma para ira para Cuba ou Venezuela, fazer o que eu não sei, mas não bardavam nas ruas isso, não pegou isso na mente das pessoas, como algo verdadeiro? Bom, tenho certeza que muitos que gritavam não sabem nem para que lado fique Cuba ou Venezuela, apenas gritavam pelo massacre midiático que a Rede Globo, Veja ou rádio Jovem Pan (esta rádio é a porta voz do fascismo no Brasil) produziu entre 2015/16.

Muitos daqui, que bradavam o ódio, são os representantes ou continuidade daqueles que foram as ruas em 1964 com “Deus e a Família contra o Comunismo”, esta é a tese! E porque voltaram a assumir este protagonismo político? Por vacilo de quem governava nestes dois períodos, não se deu uma cruzada ao contrário, não agora no ápice da queda, mas desde que esquerda chegou ao poder, para isolar estes setores sempre golpistas. 

Hoje esta turba neo-liberal tenta nos impor duas reformas nocivas, a trabalhista e a previdenciária, se passar no Congresso Nacional, teremos sérios problemas pela frente. Espero que a população brasileira unifique os discursos, o povo quer diretas já, mas temos que derrotar primeiro estas duas propostas, depois nós acertamos as contas contra estes vigaristas que assaltaram o poder! 


Recados foram dados, alertas foram transmitidos, mas para quem achava em cima dos 84% de popularidade que Rede Globo era uma aliada, pagou um preço muito alto.

Ficamos por aqui, mas que 1964, do ponto de vista ideológico eram os mesmo de 1954, quando Getúlio Vargas suicidou-se e são os mesmo hoje, quando deram o golpe de 2016.
quinta-feira, 1 de junho de 2017

Quadrilha que assaltou o poder está desmoralizada! Fora Temer e Diretas Já!



É estarrecedor o que assistimos no cenário político nacional, uma quadrilha muito bem organizada assaltou o poder e tenta pautar uma agenda que atenda o mercado, na tentativa de escravizar os trabalhadores e acabar com qualquer resistência, minando os partidos de esquerda, centrais e sindicatos!

Em um país minimamente sério, com suas instituições funcionando normalmente, sem pressão da mídia e do mercado, Dilma Rousseff não teria caído, não perderia o poder. Nem ela e nem uma concepção de projeto político que começou a ser implementado a partir da posse de Luís Ignácio Lula da Silva em 2003.

Mas a história não é feita do jeito que simplesmente queremos, tem outros atores e grupos sociais que atuam nesta grande avenida, em uma disputa ferrenha, onde a questão central está o poder. Como disse um dia o grande revolucionário russo, um dos homens mais importante da história universal, o comunista e líder da gloriosa Revolução Russa de 1917, Vladimir Lênin , “fora o poder, tudo é ilusão”!

É isso mesmo, existe engendrado na sociedade uma luta renhida entre as classes sociais, de um lado o grande capital, com suas grandes fortunas acumuladas pela superexploração do trabalho. Do outro lado estamos nós, a imensa maioria do povo trabalhador, que pagamos todo o luxo e riqueza destes parasitas.

O que aconteceu no país, com a queda de uma presidenta honesta, dois anos de investigações e não se encontrou nada contra Dilma, com injusta fritura do nome do Lula, numa tentativa desesperada do grande consórcio golpista em liquidar um nome que todos sabem pode vir a governar o país a partir de 2018, faz parte do circo armado por eles mesmos, que envolve mídia, judiciário, mercado, rentismo e toda sorte de políticos vigaristas e ladrões!

Mas enfim, o governo Dilma e o povo, aparentemente foram derrotados em 2016, mas o castelo de areia feito pelo consórcio golpista começa a desmoronar com uma força de um tsunami, todos os dias vemos membros da quadrilha que assaltou o poder, a sucia palaciana, serem desmascarados, com a mídia (ela mesmo, coautora golpista), não tendo como esconder as peripécias dos seus quadrilheiros, os verdadeiros bandidões deste país.

Hoje está claro que o plano engendrado pelo mercado e pele rentismo, com seus sócios no Brasil, não se sabe ao certo quando, mas começado a ser posto em prática em 2013, tinha este objetivo em deslegitimar uma das maiores lideranças do meio popular, que é Luís Ignácio Lula da Silva. Depois de Getúlio Vargas, com certeza é Lula que vai encarnar esta relação com as massas, isso as nossas elites não tolera, uma parte desta elite sempre conspirou nas caladas da noite!

Outro mote que começou em 2013 foi o da anti-politica, nenhum partido presta, são todos iguais, fora todos! Estas palavras de ordem estiveram no centro dos atos daquele ano, pasmem que setores de esquerda (geralmente ultras), concordavam com tudo isso, fazendo o jogo bárbaro da direita mais reacionária. Se estes ultras, metidos a revolucionários, não foram os que derrubaram Dilma, mas com certeza tem o dedo irresponsável de suas posições em engrossar o cordão de fascistas e afins.

Esse caldo todo, formado ainda em 2013, culminou nesta crise atual, eles pensaram que de um golpe só, resolvia todos os problemas, que enquadrava todo mundo, achavam que desmoralizaria as esquerdas e o movimento sindical! Ledo engano, os movimentos sociais, resiste como nunca resistiu, o 24 de maio com o “Ocupa Brasília”, foi apenas o começo da luta. A consigna Fora Temer e Diretas Já é correta e atual, temos que ampliar com todos aqueles que queiram barrar as reformas e não concordam com o golpe do ano passado, só assim a sociedade como um todo nos apoiará na hora decisiva!







segunda-feira, 22 de maio de 2017

Equador soberano!



Atitude do Equador mostra claramente o porquê dos EUA querem dar golpes pela América Latina! A grande maioria da população acaba sendo ganha pela propaganda enganosa da mídia hegemônica, que se apega em um falso moralismo para fazer denúncias contra governos progressistas de esquerda. Todas as denúncias têm que ser apuradas e ser for comprovado o fato, quem roubou tem que ir para a cadeia, que fique claro isso!

Governos como os de Honduras, Paraguai e o Brasil sofreram o mesmo tipo de golpe, se apegando em valores morais, escondendo de fato o que está por trás na nova correlação de forças e posicionamentos ideológicos na por aqui na América Latina e que deixa os Estados Unidos extremamente preocupados.

Uruguai, Bolívia, Chile, Equador, Nicarágua, El Salvador, Venezuela são governados pela esquerda progressista, de luta com um enraizamento popular muito grande, isso incomoda a direita mais reacionária de cada país, que em última análise são sócios menores do capitalismo mundial!

Na verdade estes setores mais a direita no espectro político apenas toleram os governos estabelecidos em seus respectivos países, mas não vacilam um só segundo em se juntar aos capitalistas a nível mundial, principalmente os Estados Unidos, para solapar a democracia, fantasiando uma série de situações quando emparedam os governos de plantão, para consumar o golpe político, com novo verniz, dizendo que é o jogo da democracia, pura mentira deslavada!

Ainda bem que resistimos de várias formas, com governos de linha progressistas, aonde temos várias diferenças, mas não podemos deixar de reconhecer o seu caráter avançado para uma determinada época aqui em nossa querida América Latina.



Quem podia imaginar que poderíamos governar tantos países de uma só vez por aqui, se na década de 1980 na sua grande maioria estávamos saindo de ditaduras militares extremamente sanguinárias. Só foi possível com o poder popular, com ele temos que ficar ligados, para garantir mais avanços sociais e mais democracia para as massas!





O governo do Equador, mesmo tendo suas vicissitudes, assumiu uma posição de coragem, enfrentou a pressão daquele que quer ser o delegado do mundo, garantiu à sobrevivência de Julian Assange, isso nós todos independentes do posicionamento político, temos que considerar!
domingo, 21 de maio de 2017

Só as ruas e uma Frente Ampla para tirar o país da crise!



Acompanhando o cenário da crise em nosso país, qualquer um de nós, tem ouvido muitas coisas, lido tantas outras, umas são completamente lunáticas sobre as possibilidades de saída da crise. Outras tantas são de um pessimismo assustador, achando que não tem mais jeito, para estes o Brasil faliu, não temos mais o que fazer!

A bem da verdade, apenas para contribuir como debate tenho uma opinião no sentido que o nosso país só sairá desta crise, nos marcos do regime democrático burguês, com um governo que consiga amainar os ânimos das classes sociais em choques e interesses sempre antagônicos.

O povo brasileiro foi vitima de um golpe no ano passado, o impeachment de Dilma foi um dos maiores absurdos jurídicos e político da nossa República, uma mentira engendrada pela mídia, judiciário e pelos derrotados da eleição de 2014, tendo a frente o PSDB e seu covil de tucanos.

As esquerdas de conjunto, tendo o PT à frente como maior partido, não souberam reagir à altura, pasmem que o PT, principalmente sua cúpula dirigente achava a época do início do processo de fritura de seu governo que não era golpe, eram as instituições em pleno funcionamento, quando tentou reagir, já era!

É verdade, só uma Frente Ampla para derrotar o governo fantoche de Michel Temer, mais do que derrota-lo, é necessário barrar as suas reformas, que tem como eixo, acabar com a previdência pública e a reforma trabalhista!

Fica cada vez mais claro que o consócio golpista tem mais rabo preso com a corrupção do que a maioria da população brasileira supunha. Os áudios divulgados na última quarta mostra aquilo que muita gente já sabia, dos podres poderes instalados em vários seguimentos da política nacional, com certeza a mascara começa a cair daqueles que propuseram um golpe em nome da “ética e do fim da corrupção”.

A única coisa que me deixa ainda com um pé atrás nesta história é o fato da Rede Globo, através do site de um dos colunistas do jornal “O Globo”, ter começado esta história para derrubar Michel Temer e fritar e acabar de vez o Aécio Neves, até um dia desses o queridinho da oposição ao governo Dilma!

Vejam, não que eles não mereçam o inferno, estes setores tem que ser varridos do cenário politico nacional, mas qual o interesse da poderosa e golpista Globo em entrar no circuito e bater neles dois com o intuito de derruba-los?

Está claro que o movimento sindical, popular, social e político, impuseram aos golpistas um recuo depois da vitoriosa Greve Geral do dia 28 de abril, essa ofensiva dos movimentos, tem levado ao consórcio golpista algumas flexões táticas, uma delas passa também pela renúncia do presidente Michel Temer, cenário melhor para eles, tendo a golpista Globo à frente, com uma indicação de alguém do judiciário, provavelmente a presidente do STF, a Ministra Carmem Lúcia.

Isso levaria a uma judicialização da politica brasileira ao extremo, tentaria uma saída “bonapartista”, mantendo a mesma equipe econômica para aprofundar a ofensiva contra os trabalhadores e suas organizações, com a aparência de que o Brasil estaria tudo em ordem, com as instituições funcionando normalmente. Essa saída seria um golpe dentro do golpe, tentariam ainda mais a criminalização da política e dos partidos, como todos iguais, que todos estariam na lama!

O que pode reverter isso tudo, o plano maléfico da Rede Globo e de parte do consórcio golpista, são as ruas, só mobilizando, não deixando cair o ímpeto das massas, que de forma cada vez mais crescente, vem percebendo o golpe que foi dado contra o governo Dilma. As massas populares, em qualquer lugar já percebeu que existe um grande esquema político em nosso país, tentam criminalizar os partidos, principalmente os de esquerda, tentam prender Lula, que teve o melhor governo da era republicana, para acabar com seus direitos, que ainda não são completos, mas que são direitos adquiridos nos últimos 15 anos, que não podem ser deixado de lado.

As ruas camaradas!



quinta-feira, 4 de maio de 2017

TEMPOS DE RESISTÊNCIAS E LUTAS!



Neste dia, 28 de abril de 2017, o SINPRO/AL fez história ao parar as escolas da rede privada em Maceió, sob o comando do nosso presidente Eduardo Vasconcelos. Somos parte de uma direção combativa e classista, nós estamos fazendo história na categoria!

Mais importante que isso, ao pararmos aqui, ao nos somarmos a milhares de pessoas, ao lado de combativos companheiros e companheiras, é sabermos que estamos com a verdade, com a mais absoluta verdade, sabendo que esse movimento aqui ( da Greve Geral) é o começo de uma grande luta nesse país, comparado as grandes mobilizações que tivemos em nossa história!

Recordo aqui das grandes passeatas e mobilizações pela Anistia, pelas Diretas Já ou como a grande Greve Geral de 1989, marcante em nosso país, que aconteceu durante o governo Sarney.

Hoje, contra a terceirização, reformas trabalhista e previdenciária, os companheiros e companheiras estão aqui nas ruas, mas não somente os sindicalistas, mas o povo que se mobilizou, em cada lar, esquina ou bairros, a grande pergunta que se faz é essa, “nós vamos perder os nossos direitos”? A resposta está aqui, participando ativamente do ato da Greve Geral!

Como foi lembrado aqui, para concluir pessoal, em 1917 foi realizada a primeira Greve Geral deste país. Mas quero lembrar também com muito orgulho que também em 1917, foi feita a primeira revolução social da história, que aconteceu na Rússia, aonde os trabalhadores tomaram o poder e aqui a demonstração clara que podemos tomar o poder. Um poder para a massa, para os que produzem tudo, se produz tem que usufruir destes bens que produzem!

O que é produzido não pode ficar nas mãos de uma minoria, de um punhado de burgueses, que vivem em seus condomínios fechados, parecendo castelos medievais, enquanto a grande massa, que pega ônibus e recebe míseros salários tenham mais dignidade!

Nós aqui queremos nos somar, em nome da direção do SINPRO/AL, agradecer os professores e professoras, que deram uma verdadeira demonstração de combatividade ao fechar as escolas particulares, não permitindo ter aulas hoje, ao se somar aqui, neste grande dia de greve e de lutas!

Grande abraço companheiros e companheiras, a luta continua, sempre! 


* Nossa fala no ato da Greve Geral em Maceió ( 28/04/2017)






segunda-feira, 1 de maio de 2017

DESVELANDO SEGREDOS: O POVO FOI ÀS RUAS!



Na medida em que os golpistas de plantão vão a todo custo, tentando implementar suas reformas malditas, a previdenciária e a trabalhista, o povo começa a entender e se posicionar contrários a este verdadeiro ataque ao conjunto dos trabalhadores.

Cada vez mais, de forma bastante interessante e progressiva, o povo começa identificar quem são aqueles que querem tirar seus direitos. O Congresso Nacional eleito em 2014 é um dos mais conservadores da era republicana, tanto é assim que ousaram caçar uma presidenta eleita com mais de 54 milhões de votos e sem nenhuma mancha em sua conduta que motivasse o seu afastamento da presidência.

Ainda sobe o efeito da cassação do mandato de Dilma, a quadrilha que assume o poder, começa a elaborar um plano que vise quebrar a espinha dorsal do movimento sindical brasileiro, essa questão ainda não está definida, ainda é possível reverter à situação, mas o movimento sindical e político tem que ter a sagacidade e o senso de oportunidade para poder ampliar e não sectarizar neste momento crucial.

O Congresso Nacional é de maioria corrupta, todo mundo é sabedor disso, tanto é assim que impuseram uma derrota para o conjunto dos trabalhadores, o golpe dado em 2016 é parte desta primeira derrota! As reformas que querem impor os retrocessos, é a sequencia do golpe, mentem de forma descarada com ajuda da mídia, principalmente as grandes corporações, tendo as Organizações Globo como o principal instrumento da manipulação popular!

Mas a Greve de 28 de abril, como parte de duas grandes manifestações massivas anteriores, veio colocar no cenário nacional a classe trabalhadora, como um despertar, vem percebendo que aquele pato colocado na Av. Paulista em São Paulo, representa não eles, os de baixo, mas aqueles que querem ver a sua escravidão caso estas reformas sejam aprovadas.

Hoje as pessoas começam a perceber que a saída não somente de Dilma, mas verdadeiramente de um projeto de governo, representa um real perigo para a sua sobrevivência, começa a entender que aquelas manifestações de 2015 e 2016 pedindo o Fora Dilma não eram para acabar com a corrupção, até porque os bandidões estão no poder, mas sim impor esta pauta nociva ao povo.

Nos lares, ruas, bairros, botequins, enfim, em qualquer lugar encontramos as pessoas revoltadas, querendo se organizar, querendo participar efetivamente da luta. Essa demonstração foi demonstrada na sexta dia 28, milhões foram às ruas, aqui em Maceió tivemos um dos maiores atos que esta cidade já viu principalmente no que diz respeito à defesa dos direitos dos trabalhadores.

Desvelando segredos, o povo, os trabalhadores e trabalhadoras, organizados ou não, não querem perder seus direitos. Neste jogo, eles depositam confiança em suas organizações de classe, mesmo que em muitos casos se dê de forma inconsciente, é necessário agora não decepciona-los!



domingo, 23 de abril de 2017

O fato eu conto como foi! ( 1 ) INICIALIZAÇÃO!

Inicialização! 


Queridos leitores, a partir de hoje, nem sempre com a frequência necessária, estarei contando casos e causos da política alagoana, aonde eu presenciei ou fui protagonista também. A bem da verdade será um pouco da minha própria história e a de tantos outros camaradas e companheiros, a maioria ainda por aí, tentando construir um novo mundo, um novo recomeço.

Estarei também neste período, escrevendo e dando meus palpites sobre a situação atual de Alagoas, no Brasil e no mundo, é muita ousadia de minha parte, mas vamos tentar expressar opiniões que vem de dentro, da mais profunda paixão em querer transformar tudo que aí está sem medir esforços e sacrifícios pessoais!

Bom, filho de família de classe média, cristã, católica, nasci em Maceió, mas fui criado em Penedo, cidade histórica e belíssima do interior alagoano. Quando eu tinha nove anos, meu pai foi trabalhar em Arapiraca, lá pelos anos 1973, fomos morar na Rua do Estudante. Fomos morar numa casa quase de esquina, vizinho ao temido colégio” Instituto São Luís”.

Era uma casa antiga, com aqueles corredores compridos e sem forro, quer dizer, choveu era um deus nos acuda. Era uma casa alugada, enquanto meu pai tentava vender a casa de Penedo, que era uma casa grande, com vários quartos, salas enorme, um jardim com pinheiros, um quintal amplo, aonde fazíamos dele um lugar de brincadeiras, além do campo, com gramado e tudo mais, só faltava arquibancada!

Em 1974 nos mudamos para eterna Rua Monsenhor Macedo, era uma casa grande, com três salas enormes, quatro quartos, o mais importante que nós iriamos ver com o tempo, uma vizinhança arretada demais.

O único problema daquela casa, número 165, bem no centro da cidade, era não ter um quintal grande, pelo contrário, era bem apertadinho, embora tivesse uma dependência atrás.

Praticamente foi ali, dos dez anos até os 16 /17 anos que passei um dos melhores momentos da vida, sem muitas preocupações, era uma combinação bem estar, amizades e os primeiros amores e beijos.

Jogar bola na rua, ou dentro da igreja Presbiteriana (essa foi boa), jogar no colégio Quintela Cavalcante, ou no Tibúrcio Valeriano, aos sábados à tarde, era a rua e seus jovens em grande movimento esportivo, fundamos até um time, o Caveirinha Futebol Clube, tinha esse nome porque foi montado pelo seu “Lula”, o dono da funerária que tinha na rua!

Quantos personagens tinham numa rua só, era uma rua completa, do intelectual ao cara que consertava rádio, do cara que bebia demais, ao professor zeloso de Educação Física, das sempre fofoqueiras da rua, era uma grandeza!

Nós jovens éramos divididos claro pela faixa etária, os mais velhos, tipo três ou quatro anos mais, era uma turma, nós, da minha faixa, ali beirando os onze ou doze anos era outra turma, mas que convergiam todos, geralmente no cair da noite, no batente da Igreja Presbiteriana, era ali o nosso “senadinho”, não escapava um das nossas línguas ferinas!

Entre festinhas, que em Arapiraca dávamos o nome de “assustado”, entre paqueras na Praça Marques, matinê no Trianon nas segundas, e namoradinhas a vida foi passando mais a política ainda passava muito longe do nosso imaginário.

Sim, ia me esquecendo, uma coisa que mexeu muito em Arapiraca, com aquela geração foi o retorno do ASA ao campeonato estadual, com campo novo, gramado e com refletores, era a glória, não havia um domingo ou uma quarta feira que não fôssemos ao “Colosso Fumeirão”! E olha, nem precisava ser torcedor do ASA, bastava gostar de futebol. Eu como CRB, fui muitas vezes ao estádio, torcer pelo alvinegro, principalmente contra o CSA.

Mas como escrevi um pouco acima, política era coisa pouco falada por nós, lembro que uma vez, em 1981, numa daquelas matinês, um dos nossos amigos ali de colégio, um pouco mais antenado com o mundo, comentou sobre o atentado do Riocentro, a direita explodiu-se literalmente com uma bomba nas mãos dentro de um carro. A bomba era para ser colocada dentro do Riocentro, onde estava acontecendo um show de Chico Buarque, Milton Nascimento, Simone e outros grandes músicos da MPB, em homenagem ao dia do trabalhador.

Lembrar aos mais jovens, que em 1981 ainda vivíamos a ditadura militar fascista, instaurada em nosso país em 1964. Ela estava começando a cair, mais ainda havia tentáculos importantes em sua condução, que não queria a abertura política, ai começou a colocar bombas em bancas de revistas, sedes da OAB, inclusive matando uma secretária, eram ataques terroristas da direita mais radical, juntamente com os militares linha dura, que não queriam perder espaços dentro do regime ditatorial.

Então, esse colega, Henrique Borges, um pouco mais novo, acho que um ano, comentava com a gente, sobre aquele episódio, mas era uma coisa muito distante, em Arapiraca, apesar do trabalho com a Tribuna da Luta Operária, jornal de agitação de massas do PC do B, partido proscrito e clandestino, que era feito pelo Luciano Barbosa (atual Vice-governador e Secretário de Educação) e Eures Tadeu, principalmente na feira, mas não chegava a nós, principalmente dentro do Colégio Bom Conselho aonde eu estudei a maior parte da minha vida em Arapiraca.

Em 1979, em pleno processo de abertura política, meu irmão Fernando Mota, mais politizado do que eu, já tinha se envolvido mais politicamente, apoiara a candidatura do MDB a prefeitura de Arapiraca em 1976, quando João Nascimento vai ganhar as eleições do partido da ditadura, a Arena, com dois candidatos a prefeito, o casuísmo político da época é que os dois candidatos da Arena, somados os votos dos dois, podia vencer o João Nascimento do MDB.

Pois então, meu irmão me fala de uma música de Geraldo Vandré, lembro bem, era um cair de tarde, nós dois ouvindo a Rádio Globo do Rio, esperando um programa de esportes que começava às 18 horas, antes tocou a música “Pra não dizer que não falei de flores” ou “Caminhando”. Ele me contou que essa música fora banida de todos os lugares, em rádios ou TV era proibido veicular, eu contava com 15 anos, começava ali a despertar para a ideia de novas concepções!

Continua...