quarta-feira, 16 de maio de 2018

Histórias do Futebol! O caso eu conto como foi!



Todo mundo tem histórias sobre o futebol, principalmente os aficionados, aqueles torcedores de carteirinhas, que vive e sonha com o esporte bretão.

Eu particularmente tenho as minhas histórias, vividas nem sempre dentro dos estádios, muitas vezes ao “pé do rádio”, imaginando como foi jogada A ou jogada B. Como Roberval Davino, conhecido como “Bailarino”, ponta direita do Regatas, cruzava a bola na cabeça de Joãozinho Paulista faturar mais um gol. Ou como o Silva Cão, pela esquerda, da mesma forma, com uma qualidade incrível, fazia um lançamento perfeito para os atacantes do CRB.

Acompanho futebol desde 1970, Brasil Tricampeão, mas com apenas seis anos, não dava para distinguir muita coisa, acompanhava de relance. Facilitava em casa, na cidade de Penedo, era um campinho no quintal, muito bem organizado pelo Sr. Nivaldo Mota, meu pai, campinho gramado, com traves e se não estou enganado, tínhamos dois jogos de camisa, uma do CSA, outra do CRB.

Mas em 1972, quando o CRB foi disputar o Brasileirão daquele ano, o primeiro clube de Alagoas a disputar uma competição nacional nos novos moldes, quando a antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos), antecessora da atual CBF, embalada pelo Tri no México e pelo ufanismo dos militares golpistas, com a propaganda de um “Brasil Grande”, decide criar em 1971 o que conhecemos até hoje como campeonato Brasileiro.

Não sei por que me identifiquei com o CRB, têm coisas que o futebol não explica, minha família é toda azulina. Na época, meu pai e meus irmãos, Roberto e Fernando, todos azulino, Maria das Graças, a nossa eterna Gal nunca gostou de futebol, pelo menos que mostrasse a gente, ela gostava de livros! Depois veio Zilda, bem depois, morávamos em Arapiraca e nesta época todos já tinham bem definidos os seus clubes de coração!

Mas em 1972, o mano mais velho, Roberto Mota, foi estudar em Maceió, acompanhou de perto os jogos do “Galo da Pajuçara”, naquele campeonato. Além do mais, ele era fã confesso do maior craque daquela geração de jogadores criados na própria base que foi Roberto Menezes, por isso ele ia ao Rei Pelé, o afamado Trapichão, ver o CRB jogar no Brasileiro daquele ano. Foi Roberto que me deu a primeira bandeira de um clube, sim, uma bandeira vermelha e branca, com o escudo do CRB no meio, jamais esquecerei este presente!

Isso talvez tenha influenciado a minha decisão de torcer pelo vermelho e branco das Alagoas. Quando Roberto ia para Penedo, finais de semana, falava sobre jogadores e jogadas, falava de jogos espetaculares, como um CRB 2 X 5 Flamengo, com Ubirajara Mota, Caio Cambalhota, Paulo César Caju, etc. e tal.

Mesmo nas derrotas comecei a ver o CRB como um timaço, com Vermelho no gol, Ademir, Major, Reinaldo, Roberto Menezes, Silva, Tadeu, Bibiu e tantos outros craques. Mas não era só derrotas, naquele ano o CRB sagra-se campeão do estado, isso tudo que começa a fazer a cabeça de uma criança, com seus oito anos, influenciado que era pelo que se ouvia nas rádios, lia nos jornais e principalmente com a revista Placar, não perdia nunca a leitura do Tabelão.

O rádio foi muito importante na minha formação clubista e por gostar tanto de futebol, locutores como Adilson Couto, Natan Oliveira, Sabino Romariz, Arivaldo Maia, Antônio Torres, Jorge Lins, Antônio Avelar, João José, Jurandir Costa, nossa, era muita gente boa!

Outro meio de comunicação que me influenciou bastante foi à revista Placar, semanário de primeira qualidade, fantástica revista esportiva. Ficava esperando meu pai chegar, geralmente ele trazia a revista envolvida em jornais, no meio de outras revistas, eu ficava na espreita pra ver se tinha alguma com aquele P na frente, era a glória quando eu encontrava à revista!

Mesmo morando maior parte da adolescência no interior, de vez em quando víamos a Maceió, assisti alguns jogos também fazia parte daqueles programas com a família, o Rei Pelé era um encontro inevitável.

Dois espetáculos não saem da minha memória, o primeiro foi um CRB X Vasco da Gama, em 1979, não pelo placar, mas pela entrada do time em campo. Quando o Galo entrou em campo, milhares de bandeiras, de todos os tamanhos a ser desfraldado, fogos pipocar diretamente soltados das arquibancadas. A torcida do CRB ficava na chamada ferradura, mas neste jogo, foi para as grandes arquibancadas, dividiu o lugar com a torcida do Vasco, tudo sem briga, numa normalidade total!

Outro jogo fantástico foi um CRB X CSA, o ano foi 1981, estreia de Alexandre Bueno, um verdadeiro camisa 10, naquela época jogador craque de bola tinha em profusão. Sai de Arapiraca perto das 13 horas, cheguei à Rodoviária de Maceió lá pelas 15h30min, peguei um Taxi e fui ao Trapichão. Comprar ingresso e entrar no estádio foi muito tranquilo, o problema foi encontra um local para sentar, do lado da torcida do CRB esta impossível.

Fiquei nas escadinhas que dão acesso ao ultimo piso, assisti o jogo dali. Começou o jogo, bola nos pés do Alexandre Bueno, ele levanta a cabeça e vê Almir Explosão partir para receber, o cara dá um passe como um Zico, Almir entra na cara do gol e faz CRB 1 X 0, valeu a pena à viagem!

São muitas histórias, na próxima vou contar de um jogo no interior, quando o CRB ganhou o 1º Turno em plena Arapiraca contra o timaço do ASA, lá pelos idos de 1981!
domingo, 6 de maio de 2018

200 anos de Karl Marx: Luta, revolução e paixão

Querido leitores e leitoras, este blog publica hoje, artigo que refuto excelente de Maria Valéria Duarte de Souza, sobre o Karl Marx! Esse mesmo artigo fora publicado no excepcional Portal Vermelho, vamos a leitura:


Quando em 5 de maio de 1818, a senhora Henriette Marx, nascida Pressburg, deu à luz seu filho, o terceiro dos nove que teria com seu marido Heinrich, não poderia imaginar que aquela criança seria considerada um dos maiores nomes do pensamento ocidental e que suas ideias seriam referência e inspiração para movimentos libertários não só naquele século 19, mas também em todo o século 20, chegando com pleno vigor ao século 21.

Por Maria Valéria Duarte de Souza




Poucas personalidades históricas despertam tantas paixões e tantas controvérsias como Karl Heinrich Marx. Idealizado por uns e demonizado por outros, Karl Marx foi, acima de tudo, um homem de seu tempo, atento às profundas transformações pelas quais passava o mundo e a Europa em particular. Uma dessas transformações apontava para o surgimento de um novo sujeito político, o proletariado. 

Entre os anos de 1843/44, aquele homem inquieto, que à frente do jornal Gazeta Renana (Rheinische Zeitung) havia incomodado profundamente o reacionário governo da Prússia, exila-se em Paris juntamente com sua companheira Jenny, com quem estava recém-casado. É em Paris que, em meio a uma intensa agitação política, Marx tomará contato com um efervescente movimento operário. Essa experiência lhe causa um grande impacto pois é a partir dela que irá compreender que aquela classe era a protagonista potencial de uma transformação revolucionária muito mais espetacular do que a ocorrida ali mesmo, na França, em 1789. Porém, essa revolução proletária somente ocorreria quando essa classe potencialmente revolucionária se fortalecesse em consciência e organização, para que assim pudesse assumir o seu lugar na história. 

Foi exatamente a esse processo de fortalecimento da consciência e da organização do proletariado enquanto classe que Marx dedicou sua vida e sua obra e é apenas pela compreensão do alcance histórico desta tarefa que se pode entender a dinâmica de sua atuação política e de produção intelectual.

A produção intelectual de Marx não se caracterizou como um esforço acadêmico. O grande rigor teórico no trato de questões que transitam por várias áreas do conhecimento decorre da necessidade de associar produção intelectual com militância política. Marx jamais se pretendeu um teórico “neutro”; sempre deixou claro que estava a serviço de uma causa; a causa da emancipação de uma classe, o proletariado, o que, por sua vez, representa a emancipação de toda a humanidade. 

Rejeitando a concepção que toma a produção teórica como um conjunto de princípios assépticos e neutros, Marx rejeita também as concepções panfletárias que nada acrescentam ao desenvolvimento concreto da luta política. Sob esse aspecto, como em muitos outros, a vida e a obra de Marx se distancia dos que exibem uma falsa rebeldia, bem ao gosto do “contra tudo e contra todos”, mas que, de fato, não apresentam nenhuma alternativa transformadora. Apologistas da desesperança, as teorias e as práticas de tendência niilista desses rebeldes sem causa conseguem, no máximo, abrir as portas para o medo que está na raiz do fascismo. Assim, Marx incomodou a muitos e continua a incomodar, entre outras razões, por não ser um rebelde vazio, mas por direcionar sua rebeldia para um novo projeto civilizatório no qual a esperança caminha ao lado da luta.

O fato de vincular claramente sua obra a um objetivo político angariou para Marx um grande número de detratores, não só no campo conservador, mas também entre os que se dizem vinculados a projetos progressistas nos marcos do capitalismo. Entre esses detratores, estão os que o apontam como um “malfeitor” que prega o ódio entre as classes, comprometendo uma suposta harmonia social. Existem também aqueles que, com o intuito de desacreditá-lo e à causa política a qual se vincula, consideram-no um ingênuo por cultivar a ilusão de pretender que as massas proletárias possam protagonizar um projeto civilizatório emancipador. 

Mas, além dos detratores, há aqueles que, no extremo oposto, incorrem no erro de mitificar a figura de Marx como se fosse ele um ”guru” ou um guia das massas a caminho de sua libertação, o que não poderia estar mais longe da verdade. Marx jamais atribuiu a si mesmo qualquer papel de liderança carismática . Em toda a sua produção intelectual é o proletariado que está no centro do processo histórico. Seu conhecido temperamento de polemista, que o indispôs com não poucos personagens da cena política de seu tempo, era manifestação de batalhas políticas e ideológicas que visavam combater aquilo que, a seu juízo, não contribuía para o fortalecimento da luta proletária. 

Passados já dois séculos, o mundo que assistiu ao nascimento de Karl Marx, o mundo no qual ele iniciou sua militância e produziu sua obra, mudou. A classe trabalhadora e o proletariado assumem outras formas na medida em que o próprio capitalismo se modifica. Diante disso, não faltam vozes para alardear que o pensamento de Marx está superado. Os que assim pensam, ignoram que esta superação somente se dará quando o objeto de atenção intelectual de Marx, a ordem burguesa, também estiver superado. Enquanto isto não acontecer, as categorias de análise com as quais Marx trabalhou para compreender a ordem burguesa seguem como um valioso instrumental teórico para orientar a luta de todos e todas que desejamos superá-la. Mesmo com impressionantes avanços tecnológicos, a sociedade do capital não conseguiu livrar-se de suas contradições mais intrínsecas. Permanece, ainda que sob outras formas, o cenário que inquietou Marx desde a sua juventude: uma sociedade fundada em um modelo que aumenta sua riqueza sem que a pobreza diminua. Marx considerava fundamental entender esse modelo, suas mistificações e suas consequências para aqueles que não têm acesso a esse gigantesco volume de riqueza que é socialmente produzido mas que é apropriado por poucos. 

O legado de Marx, porém, vai muito além de sua magistral produção teórica. Em suas biografias vemos que a luta que abraçou atravessou sua vida sob todos os aspectos. A pobreza, a perda de filhos, são fatos que nos dão a dimensão da brutalidade dessa luta, mas que, ao mesmo tempo, mostram que só uma convicção apaixonada poderia ser mantida em circunstâncias tão adversas. 
Marx produziu sua obra no calor da vida real; não foi um teórico de gabinete. Sua grande erudição jamais o afastou da luta concreta dos embates políticos. Foram esses embates que alimentaram um impressionante volume de produção intelectual, embora Marx não tenha sido, em seu tempo, o que se poderia chamar de “sucesso editorial”, talvez porque suas análises envolvessem pontos que ainda eram obscuros para sua época, mas que, confrontadas com as realidades do mundo contemporâneo, revelam uma espantosa clareza. 

Mesmo aqueles que não comungam de suas ideias admitem que o pensamento de Marx permanece fundamental para compreender nossos dilemas atuais. Isto porque, sem se deixar aprisionar por definições que tentam enquadrá-lo nos estreitos limites departamentais das universidades, Marx realizou a proeza que muitos tentaram mas não conseguiram; aquela que, como disse o escritor e dramaturgo irlandês George Bernard Shaw, é a maior que se pode almejar: “Marx mudou a consciência do mundo”.
·         Descrição: IMPRIMIR


sexta-feira, 4 de maio de 2018

Um contraponto a proposta dos que Relincham!



Engraçado quem defende os pressupostos da direita fanatizada colocam os professore como seres horrendos, que irão a algum momento modificar a cabeça dos seus filhos!

Sou comunista desde quando comecei a entender as desigualdades aqui e alhures, quando percebi que não havia nada de divino e pré-concebido no mundo, eram e são os homens que fazem, de acordo com suas teses, todas as maldades e ações no mundo! E antes que venham fazer qualquer censura, falo do homem no sentido da humanidade!

Não por acaso, mesmo com todos os problemas em sua construção de uma sociedade mais justa, com todos os erros, ainda é o comunismo quem se aproxima, como modelo, do sentido mais humano da vida, das preocupações com o coletivo, ainda não superado!

Mas, o que quero dizer, que este povo fanatizado da direita, que diz que vota no em uma persona, que seria apropriada a estar em um estábulo, vem para mídia a mentir descaradamente!

Pois vejamos, dizem por aí, que nós marxistas e leninistas (de Karl Marx e Lênin), somos os doutrinadores, que fazemos as cabeças de jovens inexperientes, mas como assim? Eu e meus colegas professores, “doutrinadores”, ensinamos há muito tempo, eu particularmente ensino há exatos 29 anos, se formos pela lógica dos fanáticos de direita, teríamos um exercito de marxistas e uma sociedade ateia por completo.

Não é bem assim, não se julga um profissional ou todos profissionais com esta lógica perversa, os professores e professoras, de qualquer área, mas vou ficar na minha, que é a de humanas, não pode tergiversar e mentir para alunado quando diz o porquê das mazelas do capitalismo! Não podemos nos calar quando apenas seis famílias brasileiras tem renda igual a quase noventa milhões de brasileiros. Ou que em Alagoas, a nossa querida Alagoas e seus “Senhores Feudais”, com suas vinte e cinco famílias que detém todas as terras agricultáveis do Estado.

Não me venham dizer que estas terras, em tão poucas mãos, foi fruto do trabalho árduo de gerações. Foi fruto isto sim, da espoliação e das grilagens feitas num conluio através dos séculos entre os setores oligarcas contra os pequenos agricultores indefesos!

Oura mentira por aqui relatadas, a questão de gênero. Nunca existiu tal cartilha do MEC, que a direita que vive no estábulo a relinchar, apregoam aos quatro cantos, dizendo que as escolas públicas seriam um antro de perversão e nas sacrossantas escolas privadas jamais deixariam acontecer tal afronta a família.

Participei de diversos Congressos na área da Educação, nunca vi tal cartilha, o que vi, ouvi e votei a favor, agora sim, foi o respeito às diferenças, em todos os sentidos! O que tem que ser respeitado é a individualidade, cada um tem que ter o seu espaço, esse é o principio básico da laicidade, da democracia e da pluralidade de ideias!









quarta-feira, 25 de abril de 2018

Ou Progresso Social ou o ódio, qual sua escolha?



Ou progresso social ou o ódio, qual sua escolha?

O obscurantismo não vingará neste país, os setores mais avançados e progressistas, mesmo com todos os dilemas e falta de um programa único, que possa canalizar para uma luta mais centralizada, haverá de derrotar nas urnas, nas ruas e o mais importante, nas consciências, mentes e corações das massas o atraso e o dogmatismo do fascismo no Brasil!

Não será fácil, evidente que não, tudo que é fácil já foi construído, o importante desta construção política, é termos consciência do lugar de onde partimos, para juntar os pedaços, levantar dos escombros provocados pela onda conservadora que atingiu o Brasil a partir de 2013.

As esquerdas acusaram o golpe de 2016, o impedimento da presidenta Dilma Rousseff foi o maior esquema montado pela burguesia serviçal do imperialismo, dos setores rentistas e dos setores evangélicos ensandecidos pelo ódio contra tudo que seja progressivo na sociedade.

As chamadas “Redes Sociais” serviram como o rastilho de pólvora que faltava no processo, como se diz por aí também, a cereja no bolo que faltava para emplacar uma série de mentiras, em grandes quantidades, para ganhar via Rede Globo, que atuou como a porta voz oficial do movimento que derrubou um governo progressista, de esquerda, para emplacar um governo “lesa-pátria”, encabeçado pelo Vice da chapa vencedora.

Muitas vezes este cronista aqui, foi indagado pelos setores golpistas, de que tinha votado em Michel Temer também, evidente que sim, se votei em Dilma duas vezes, votei na chapa vencedora, que incluía o Michel Temer, mas respondo sempre que o “programa econômico e politico da chapa vencedora foram e são diametralmente oposto aquilo que começou a ser implementado pelos golpistas pós o golpe”, ou não é isso?

Mas isso já não vale, o que é fundamental é acertarmos na palavra de ordem que possa canalizar a insatisfação das massas, unificar os setores mais consequentes do campo popular e democrático, aqueles que defendem o progresso social, os primeiros passos foram dados, mas que teoria, precisamos da prática.

Os setores obscurantistas tiveram um momento de crescimento, hoje pode ir se desidratando, apresentaram um candidato, dizem que é a presidente, talvez seja mais adequado ao estábulo, não falam, urram, querem ganhar no grito e na disseminação do ódio, aproveitam ainda os programas de quinta categoria nas TVs, programas de cunho policialesco, quando aquele apresentador Brasil afora, tem o mesmo padrão, bandido bom é bandido morto, mas quando ele for um João ninguém, se tiver sobrenome importante à história é outra.

Estres grupelhos, aproveitam da crise do próprio sistema capitalista, elege os seus inimigos em potencial, aproveitando de um tempo novo, aonde tudo que é notícia, passa a ser uma verdade inquestionável, para propagar suas ideias fascistas, com novas roupagens, mas o conteúdo é o mesmo da turba de Mussolini ou de Hitler!

Mas não vão conseguir ir muito longe, talvez a sociedade brasileira, por suas múltiplas amplitudes, não seja chegada a extremos, ainda bem! Mas esta posição é anti-dialética, tudo muda, os pensamentos e posições das pessoas mudam, não tem como não mudar, por isso, ou os setores mais progressistas, mais humanos, os que pensam mais no social, que encarnam o pensamento mais a esquerda, define uma candidatura única, que possa com um programa palpável para as massas, galvanizar todo um sentimento que existe, para a superação da crise, que possamos avançar em geração de empregos, que anule toda a reforma trabalhista, que valorize neste momento a indústria nacional, que pare com o processo de privatizações de nossas estatais, que retire de pauta a Reforma da Previdência, que encaminhe de fato uma verdadeira Reforma Agrária, para democratizar a terra e que possa baratear os alimentos, ou padeceremos de mais arrochos e políticas neoliberais, que vão se aprofundando e deixando a sociedade paralisada, levando o país para uma encruzilhada perigosa.

O sectarismo de alguns grupos não resolve o problema, aliás, aonde o sectário levou a bom termo suas posições, nunca governaram nada, nem um sindicato é possível governar com doses cavalares de sectarismos!

Não saber ou reconhecer quem são os nossos aliados pontuais e estratégicos neste momento é de uma cegueira política sem tamanho. Ora, na política não escolhemos por vontade própria quem são os nossos aliados conjunturais, por mais absurda que possa parecer, às vezes é necessário alianças que buscam romper o cerco que é imposto por outros setores da política que hoje são representados pelos setores mais conservadores, por exemplo!

Não entender isso e continuar tocando bumbo, gritando mais forte as inconsequências políticas para alimentar o ego de dirigentes que pousam de esquerdistas, de ultrarrevolucionários, mais que no fundo faz o jogo dos patrões e dos próprios setores conservadores, é terrível em todos os aspectos.

Quando os partidos como o PC do B, PSOL, PDT e PT, com suas fundações se juntaram em fevereiro para celebrar um programa comum, para a saída da crise, é um alento na perspectiva de um campo comum, para além destes partidos, na construção de uma Frente Ampla, para sairmos da crise politica, institucional e moral que estamos passando.

sábado, 14 de abril de 2018

Síria, entre fogo e sangue! Vítima de mais um holocausto dos Estados Unidos!



Impressionado como as narrativas vindas do imperialismo consegue penetrar nas camadas sociais mais letradas, aquelas que têm acesso muito mais rápido do que os simples mortais.

As bombas jogadas na Síria, neste dia 13 de abril de 2018, pelos Estados Unidos, sob as ordens do racista=, xenófobo e direitista (quase nazista) Donald Trump, transformaram as três cidades Sírias em uma verdadeira sexta-feira macabra, mas tem gente que apoia, aqui e alhures!

Ora, só para lembrarmos, com a crise do capital, no final dos anos 1990, o império estadunidense passou a ofensiva, tanto do ponto de vista econômico, quanto militar.

Primeiro tentou impor a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), tentativa frustrada, principalmente com a chegada ao poder de campo político contrário as posições hegemônicas dos Estados Unidos. Brasil, Equador, Bolívia, Argentina, Uruguai, formaram uma frente para além do MERCOSUL, isso incomodou o “amo do Norte”!

Os Estados Unidos, sempre quis ser o “delegado do mundo”, quer intervir em todos os países, principalmente naqueles que contraria sua política externa. Aqui na América do Sul, tem a Venezuela como principal calo, por isso Maduro, para a nossa imprensa vendida e venal, não passa de um ditador que merece ser deposto da presidência da Venezuela. A nossa classe média, que se diz letrada e inteligente, diz que a Venezuela é comunista, que Maduro é um ditador que merece ser apeado do poder, por isso apoiam a política genocida do império.

Nos outros países daqui da América do Sul, impulsiona golpes, como no caso do Brasil, em 2016, quando tiraram Dilma do poder por conta das tais pedaladas fiscais, para semana seguinte, depois da posse do Michel Temer, o Congresso golpista regulamenta as pedaladas, em menos de quinze dias, o que era uma falta grave, passa ser tudo normal, uma vergonha!

Tudo isso em conluio com um judiciário suspeito, um STF comprometido e uma imprensa vassala e submissa ao capital internacional rentista.

Mas a politica genocida dos Estados Unidos, independente se seja Democrata ou Republicano, continua em grande vapor ou plutônios, tudo para assegurar o petróleo de cada dia, haja a vista o holocausto perpetrado no Afeganistão, Iraque e agora na Síria.

Quem não sabe que o Estado Unido bancou, armou, treinou o grupo Talibãs, no Afeganistão, contra a União Soviética, a partir de 1979. Um dos mais expoentes deste grupo era um árabe, filho do terceiro homem mais rico da Arábia Saudita, que era sócio dos Bush nos Estados Unidos no ramo do petróleo, Osama Bin Laden.

Pois é, quem financiou e armou o famoso “terrorista fundamentalista religioso”, foi os Estados Unidos, que depois viu seu rebento virar-se contra eles mesmos, fazendo ações armadas e condenando o “império do mau”! Até hoje os ataques das torres gêmeas em Nova Iorque, foi contra os Estados Unidos ou um atentado permissivo para justificar as invasões posteriores e garantir o óleo sagrado.

A mesma coisa aconteceu com o Iraque, principalmente depois da revolução iraniana, que teve como eixo a luta contra os Estados Unidos e o ocidente permissivo. Ao colocar para fora Mohammad Reza Pahlavi, fiel escudeiro dos Norte-americanos, que entregava suas riquezas naturais aos ianques, os Estados Unidos, partiu para uma ofensiva contra o Irã, agora liderado pelo Aiatolá Sayiid Ruhollah Musavi Khomeini, representante máximo dos Xiitas, uma das alas do Islamismo. Pois então, com a guerra declarada, quem vai ser financiado para jogar armas químicas sobre o povo iraniano, sim, ele mesmo, Saddam Hussein, o temido e pintado pelos Estados Unidos algumas décadas depois como maior facínora da humanidade depois do Hitler.

Só faltaram os Norte-americanos e a CIA, vir ao mundo e anunciar que foram eles, que financiou e ensinou o governo iraquiano a fazer armas com efeitos tão letais. Sim meus poucos leitores, Saddam, foi financiado, armado e vai se empoderar na região do Golfo Pérsico, com ajuda dos Estados Unidos, mas as narrativas são outras, as pessoas acabam fazendo o papel de tolo, apoiam cegamente em sua maioria as teses mentirosas que vem do Norte!

O que acontece na Siria é quase igual, não que o governo legitimo dos Sírios, fosse algum dia aliado dos Estados Unidos, pelo contrário, sempre se posicionou contrário. Com isso, fica marcado como o eixo do mal, mas a Síria tem um forte aliado, desde a época da extinta URSS, hoje a Rússia é quem garanti o governo de Bashar AL Assad, com inteira razão!

Só porque a Síria não é a favor dos governos tirânicos dos Estados Unidos, este país, arma e financia toda a sorte de grupos rebeldes, como o Estado Islâmico, por exemplo, que executou milhares de civis, com a lógica de que não fazia parte de um suposto ramo religioso muçulmano, pura balela, era guerra de extermínio mesmo, para minar o governo sírio.

Mas as nossas classes dominantes, sócias minoritárias do Imperialismo, abaixam a cabeça para estes extermínios, organizado e praticado pelos nazistas da atualidade. O que assistimos hoje no mundo é o desespero de um sistema em crise, que procura se garantir como hegemônico no mundo sejam pela paz imposta, golpes, guerras, extermínios e holocaustos! Só para lembrar, para nunca se esquecer, mais de um milhão de mortos, civis, em sua grande maioria, no Afeganistão e Iraque, com a invasão dos Estados Unidos, mas aí ninguém questiona, principalmente dos setores da imprensa, da nossa elite vendida e dos setores da classe média, sempre serviu aos governantes dos Estados Unidos.



domingo, 8 de abril de 2018

Precisamos de uma Frente Ampla!




E continua a saga de luta do povo brasileiro, mesmo com a prisão do maior líder popular deste país, que é Luís Ignácio Lula da Silva, depois de Getúlio Vargas! Prisão injusta, não há nada que prove que o tríplex seja de Lula, mas o Juiz de Primeira Instância, num rompante de egocentrismo, mas também fazendo parte de um grande complô politico que visa aniquilar não só Lula, nem somente o PT, mas que pretende acabar com a democracia neste país.

Estamos vendo um movimento de tecnocratas, do judiciário e de setores da sociedade, pedindo o fim dos políticos, dos partidos e pedindo intervenção militar, como saída para uma crise estabelecida pela política! Mas só na politica é possível resolver estas questões.

Citando Frei Beto, Frade Dominicano, ele disse “Não há ninguém que não se envolva em política. Há quem, ingenuamente, se julgue neutro, isento ou alheio à política”. Né isso, muitos que defendem a tese de intervenção militar ou defende a prepotência do judiciário, para julgar e condenar sem provas uma pessoa, alimentam posições fascistas e autoritárias.

O que vimos nestes dias em nosso país, foi o ápice do golpe de 2016, movimento iniciado em 2013 e que muita gente da esquerda embarcou. Começava ali a destruição dos governos Lula/Dilma, o legado histórico das esquerdas em governar de forma inédita o país pela primeira vez, elevando a condição de vida do povo brasileiro para melhor!

Precisamos criar uma Frente Ampla, muito maior que as esquerdas, é preciso ganhar os setores médios da sociedade, ganhar o centro da política, não podemos perder o debate e as consciências para o ódio e consequentemente para o fascismo.

Necessária conformação de forças com os partidos de esquerda consequentes, com os partidos de centro, com a intelectualidade cientifica do nosso país, com os setores empresarias nacionalistas, com as centrais sindicais, indo em direção a um pacto no sentido de se restaurar a democracia, crescer economicamente com a recuperação do emprego, isso tem que ser prosperado ou sem querer fatalista, iremos para o obscurantismo político!

É preciso isolar as ideias do ódio, que são escancaradas ditas e afirmadas pelo candidato fascista, mas que reverbera na sociedade, encontrando eco na classe média e em setores das Forças Armadas.

Precisamos lotar as ruas, mas com a capacidade de ganhar as pessoas para o nosso lado, não afasta-las, não podemos de forma nenhuma, submeter às estratégias e táticas para a pura porra louquice de uma minoria, a onda é superarmos os retrocessos, a conjuntura não anda fácil, o pensamento conservador se alastra, para barra-lo, somente com amplitude para furar os bloqueios impostos por uma nova realidade.













quarta-feira, 4 de abril de 2018

BARRAR A ONDA FASCISTA!



Uma onda fascista varre o país, uma intolerância sem tamanho, um ódio visceral de certos segmentos de classe média, tudo que para eles for vermelho, progressistas e lutadores sociais, não merece nenhuma consideração!

Estas hordas de ornitorrincos tem o perfil logicamente conservador, uma parte considerável frequenta igrejas, seja católica, evangélicas tradicionais e neopentecostais. Ensandecidos, não discutem, esbravejam!

Se estas pessoas vivessem na época de Jesus, eu não tenho dúvidas, estaria sentada a direita de Caifas, chefe da religião judaica na época. Veja, tem uma falsa discussão na sociedade, criadas pelos fascistas de plantão, que vivem em ótimas redações, a alardear o caos apocalítico, caso Lula venha concorrer às eleições deste ano, aja medo desse povo!

Mas então, fico a me perguntar esta turma que vocifera sobre a prisão de Lula, julgado e condenado na 1º e 2º Instância, se o STF julgar procedente o pleito dos Advogados do Lula, de condenação apenas em transitado e julgado, estes fascistas vão contrariar as ordens e partir para a violência total?

Sim, existe uma leniência por parte do judiciário, policia e de setores partidárias com relação às desordens praticadas por estas tropas fascistas, que parte para o desespero de causa tenta impor uma lógica em que o terror prevaleça.

Historicamente o fascismo se baseou na violência para conseguir o poder, tanto na Itália com Mussolini e na Alemanha com Hitler, chegaram ao poder fazendo o jogo sujo do capitalismo, quando organizava os seus militantes para acabar com greves, invadir partidos de esquerda, sindicatos, espancar intelectuais, isso tudo com a complacência daqueles que podiam barrar a sanha da violência, do ódio, tudo isso que vemos hoje na sociedade brasileira e as ditas autoridades simplesmente acobertam os fatos.

Outro setor que aparece com muita força são os lideres destas igrejas ditas evangélicas, que se dizem cristãs, ilude o povo mais carente com a possibilidade de ficar rico, da cura, puro charlatanismo midiático, mas que também vocifera ódios aos montes, fazendo uma verdadeira cruzada contra o progresso, contra a ciência e tudo que se relacione a liberdade! Não passam de vigaristas, mas chegará o dia que o povo sairá da cegueira, libertando-se das amarras das fantasias e alegorias cotidianas.

Em 2013, quando as manifestações de ruas passaram a condenar a politica como um todo, igualando todo mundo, começa aparecer o dedo do fascismo em nossa sociedade. MBL, Vem pra Rua, Revoltados Online, são os porta-vozes do fascismo no Brasil atual, todos perceberam seus passos, mas pouco foi feito pelo conjunto dos partidos de esquerda, a maioria se calou, foi na onda do movimento e torceu pela normalidade, no entanto, aquele pensamento subterrâneo ganha força, o impeachment de Dilma é o ápice desta turba, quem não se lembra de dois bonecos representando Lula e Dilma enforcados em um viaduto em São Paulo?

Pois bem, não existe dialogo com fascistas, esta ideologia do mal, a história já comprovou, tanto na Itália e na Alemanha, a desgraça que pode fazer as pessoas, dividindo a sociedade, as famílias e as instituições. Mas a história já provou que é possível derrotar esta chaga, que precisa ser extirpada de vez do seio das pessoas, das comunidades. Parafraseando Stalin, com a moral de quem derrotou na guerra estas víboras, disse ele que os Comunistas não querem guerra, eis o que disse o Camarada Stalin: “O que farão com os fascistas? Irão conversar com eles? Tratarão de convencê-los? Os comunistas não priorizam os métodos violentos. Não querem, porém, serem pegos de surpresa, e por isso dizem a classe trabalhadora. Preparem-se para reagir com violência a violência dos fascistas”.

Os tiros no Rio Grande do Sul contra a caravana do PT e do Lula não foi um ato isolado, chegou a hora das esquerdas organizarem uma Frente de forças politicas, com patriotas, democratas e lutadores sociais para barrar esta onda do atraso e do obscurantismo!